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Dermatite de estase

Por Karen McKoy, MD, MPH, Lahey Clinic Medical Center

OBS.:
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É a inflamação da pele das extremidades distais dos membros inferiores causada por insuficiência venosa crônica. Os sintomas são: prurido, descamação, hiperpigmentação e, às vezes, ulceração. O diagnóstico é clínico. O tratamento é direcionado para a insuficiência venosa crônica e prevenção de ocorrência ou progressão de úlceras associadas posteriormente.

A dermatite de estase ocorre em pacientes com insuficiência venosa crônica ( Insuficiência venosa crônica e síndrome pós-flebítica), pois o sangue que se coagula nas pernas compromete a integridade endotelial e intravascular, resultando em perda de fibrina, inflamação local e necrose celular.

Sinais e sintomas

No estágio inicial, desenvolvem-se alterações eczematosas que se manifestam por eritema, descamação, exsudação e crostas, que podem piorar quando há superinfecção bacteriana ou dermatite de contato em decorrência de diversos tratamentos tópicos geralmente usados. Hiperpigmentação e descoloração vermelho-amarronzada podem ocorrer secundariamente à estase venosa e estar presentes antes que a dermatite de estase se desenvolva. A hiperpigmentação também pode aparecer após o desenvolvimento da dermatite de estase, como uma mudança secundária. Quando a insuficiência venosa crônica e a dermatite de estase são tratadas inadequadamente, a dermatite de estase progride para ulceração (ver Prancha 47), espessamento fibrótico da pele, edema crônico ou lipodermatoesclerose (rigidez dolorosa resultante de paniculite, que se for grave dá um aspecto de pino de boliche invertido, com aumento da panturrilha e estreitamento da região maleolar).

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico tendo em vista a aparência clínica característica das lesões da pele e outros sinais como insuficiência venosa crônica.

Tratamento

  • Elevação, compressão e curativos

  • Algumas vezes, antibióticos VO ou corticoides tópicos

E necessário tratar a insuficiência venosa crônica adequadamente com elevação das pernas e meias compressivas ( Insuficiência venosa crônica e síndrome pós-flebítica : Tratamento). Na dermatite de estase aguda (caracterizada por crostas, exsudação e ulceração superficial), compressas contínuas e intermitentes de água fria devem ser aplicadas. Em uma lesão exsudativa, o uso de curativo hidrocoloide é melhor. Para a dermatite menos aguda, cremes de corticoides ou emolientes devem ser aplicados 3 vezes/dia ou incorporado à pasta de óxido de zinco.

As úlceras são tratadas melhor com compressas e curativos suaves (como pasta de óxido de zinco); outros curativos (p. ex., hidrocoloides) são também eficazes ( Cuidados com a úlcera). Úlceras em pacientes ambulatoriais podem ser curadas com bota de pasta de Unna (gelatina de zinco), um curativo de gelatina de zinco mais adequado ou um curativo coloide (todos disponíveis comercialmente). Os curativos do tipo coloide usados sob suporte elástico são mais eficazes que a bota de pasta de Unna. É necessário trocar o curativo a cada 2 ou 3 dias, mas se houver melhora do edema e cicatrização da úlcera, 1 a 2 por semana é o suficiente. Após a cicatrização da úlcera, uma bandagem elástica deve ser colocada antes que o paciente deambule de manhã. Independentemente do curativo usado (em geral, com compressão), a redução do edema é primordial para a cura.

Os antibióticos orais (p. ex., cefalosporinas, dicloxacilina) são usados para tratar a celulite associada. Os antibióticos tópicos (mupirocina, sulfadiazina de prata) são úteis em erosões e úlceras. Quando o edema e a inflamação regridem, enxertos espessos são necessários para úlceras grandes.

Drogas complexas ou sem prescrição médica não devem ser usadas. A pele na dermatite de estase é mais vulnerável a irritantes diretos e a agentes tópicos potencialmente sensibilizantes (p. ex., antibióticos, anestésicos e veículos de drogas tópicas, especialmente lanolina e veículos de pomadas à base de álcool).

Pontos-chave

  • A dermatite de estase resulta de insuficiência venosa crônica.

  • Os primeiros sinais incluem eritema, descamação, exsudação e crostas.

  • Eventuais resultados podem incluir hiperpigmentação, ulceração, pele fibrótica, edema crônico e lipodermatosclerose (um endurecimento doloroso resultante da paniculite).

  • Tratar a insuficiência venosa crônica com elevação e compressão.

  • Tratar as lesões de pele com curativos e, às vezes, antibióticos.

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